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era como uma cebola.
vasculhou,
vasculhou.
vasculhou.
chegou ao fim e enjoou.
enjoou, não enjoou?
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12 de julho de 2010
7 de fevereiro de 2010
8 de dezembro de 2009
ouvia na biblioteca quente Carla Bruni. A Professora Florbela perguntava-me por quem suspirava eu, no meu canto, a espreitar lá para fora, a espreitar para além das grades azuis que sempre senti prenderem-me.
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e chego a este ponto e percebo que as minhas amarras sempre fui eu, fui e ainda sou eu.
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e chego a este ponto e percebo que as minhas amarras sempre fui eu, fui e ainda sou eu.
L'Excessive.
somos excessivas.
Excessivamente.
e sentes todo o mundo à tua volta a girar e só te ris, gargalhadas bem altas que todos fingem não ouvir porque sabem o que te diverte e têm vergonha.
tenhamos vergonha de todo o excessivamente vazio que todos preenchemos com coisas excessivamente ocas, não têm volume, não têm forma, nem cheiro nem cor nem sabor
vês
nada
o excessivamente nada.
gargalhadas audíveis para além das quatro paredes do mundo que perfuram os tímpanos de todos os excessivamente ocupados com o nada e que te ignoram porque lá no fundo
lá bem no fundo
sabem que são tão mas tão excessivamente nada nada nada nada
e mostram-se e berram-se ao mundo para se convencerem do contrário.
e nós divertimo-nos.
Voltámos. L'Excessive, Je suis excessive.
12 de agosto de 2009
Nota Quatro-última
Esta nossa Estação de Comboios mudará de cidade.
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Para mais informações contacte através dos comentários, e-mail ou carta.
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e são 16:18 e encerro o meu blog.
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Encontramo-nos em novas paragens e no Purple Elephant.
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Para mais informações contacte através dos comentários, e-mail ou carta.
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e são 16:18 e encerro o meu blog.
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Encontramo-nos em novas paragens e no Purple Elephant.
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8 de agosto de 2009
Nota Três
algo parecido com:
pareces uma maçã.
porquê?
a maçã também está-se sempre a mexer porque quer sair da árvore,estás sempre a sair do teu lugar (consegui?).
e houve ainda a alusão a dois elefantes (um com o qual me pareço), a uma girafa, a cobras, a pacotes de açúcar, a um bebé de dois meses que cresce na minha barriga, a uma visita (contornaremos a questão) e a olhos nas bochechas (quatro portanto. seis, pois mostrei-lhe o terceiro par, apesar de apenas ter visto um fiozinho verde como o outro via (quando permitia que só ele me olhasse nos olhos (e ainda ontem falei de ti e do teu intelecto e lembrei-me constrangida da nossa serventia (conversávamos outro dia sobre o morrer e o arrependimento e contei as desculpas que tenho ainda que pedir. um dia roubo coragem a alguém e bato-te à porta)))).
mais tarde a cancro.
e a cancro.
e a cancro.
e a cancro.
o da senhora de olhos azuis, o da mãe da amiga (que é afinal prima), o do desconhecido que se ofereceu para ajudar o suposto louco que acabou por lhe contar a vida e por lhe transferir não se sabe bem o quê (espiritual, pareceu-me) que segundo o louco o matou, a ele e ao empregado, e o da mãe (falas agora no Setembro
Há um Setembro.
Houve um Dezembro. Houve um Janeiro. Houve todas umas semanas até Julho. Houve Julho. Há todos uns dias até Setembro.
E há umas flores todos os meses e há um ritual todas a noites.)
pareces uma maçã.
porquê?
a maçã também está-se sempre a mexer porque quer sair da árvore,estás sempre a sair do teu lugar (consegui?).
e houve ainda a alusão a dois elefantes (um com o qual me pareço), a uma girafa, a cobras, a pacotes de açúcar, a um bebé de dois meses que cresce na minha barriga, a uma visita (contornaremos a questão) e a olhos nas bochechas (quatro portanto. seis, pois mostrei-lhe o terceiro par, apesar de apenas ter visto um fiozinho verde como o outro via (quando permitia que só ele me olhasse nos olhos (e ainda ontem falei de ti e do teu intelecto e lembrei-me constrangida da nossa serventia (conversávamos outro dia sobre o morrer e o arrependimento e contei as desculpas que tenho ainda que pedir. um dia roubo coragem a alguém e bato-te à porta)))).
mais tarde a cancro.
e a cancro.
e a cancro.
e a cancro.
o da senhora de olhos azuis, o da mãe da amiga (que é afinal prima), o do desconhecido que se ofereceu para ajudar o suposto louco que acabou por lhe contar a vida e por lhe transferir não se sabe bem o quê (espiritual, pareceu-me) que segundo o louco o matou, a ele e ao empregado, e o da mãe (falas agora no Setembro
Há um Setembro.
Houve um Dezembro. Houve um Janeiro. Houve todas umas semanas até Julho. Houve Julho. Há todos uns dias até Setembro.
E há umas flores todos os meses e há um ritual todas a noites.)
6 de agosto de 2009
Nota Dois
mas ainda assim continuamos os mesmos.
(e ainda os mesmos ponteiros do relógio do sexto andar)
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(e ainda os mesmos ponteiros do relógio do sexto andar)
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5 de agosto de 2009
20 de julho de 2009
16 de julho de 2009
9 de julho de 2009
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(queria fotografar o meu guardanapo do Café Nicola da Baixa mas va-se lá saber porquê a maquineta não funciona. fica um outro guardanapo guardado para o elefante roxo)
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(queria fotografar o meu guardanapo do Café Nicola da Baixa mas va-se lá saber porquê a maquineta não funciona. fica um outro guardanapo guardado para o elefante roxo)
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Café Restaurante Pastelaria Nicola:
-Chá de Limão ("Um dia faço voluntariado")
-Chá de Limão ("Um dia faço voluntariado")
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Procurámos Fauré na Casa da Cultura (ainda não foi desta) e vasculhámos no sotão no Jardim da Sereia. Uma criança sorriu-me com uma ingenuidade celestial, semelhante à de uma outra que se agachou em frente à florista Grand Palace e exclamou para a mãe "Cheira bem". E que a simplicidade e a inocência nos lavassem.
O Senhor Calvino, mergulhámos no seu passeio com paragens várias para sorrir às frases que nos mapeavam. Hoje houve tempo para ler e assim adormecer. Em Coimbra fez Sol e em Coimbra fiz música para mim. Segundo o rapaz do comboio hoje vi-me e estivesse alguém a ouvir-me ter-me-ia conhecido sem me falar.
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[corre rápido. entras e não sais mais, é pegajosa como um rebuçado deixado ao sol. por isso é que as pessoas não andam, estão presas. se reparares, se o fizeres com alguma atenção, verás que estão paradas.]
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