6 de agosto de 2010

"Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make; you can destroy your life every time you choose. But maybe you won't know for twenty years. And you may never ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is: it's what you create. And even though the world goes on for eons and eons, you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain, wasting years, for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes or it seems to but it doesn't really. And so you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected, something to make you feel whole, something to make you feel loved. And the truth is I feel so angry, and the truth is I feel so fucking sad, and the truth is I've felt so fucking hurt for so fucking long and for just as long I've been pretending I'm OK, just to get along, just for, I don't know why, maybe because no one wants to hear about my misery, because they have their own. Well, fuck everybody. Amen."

do filme Synecdoche, New York

12 de julho de 2010

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era como uma cebola.


vasculhou,
           vasculhou.
                     vasculhou.


chegou ao fim e enjoou.
enjoou, não enjoou?
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7 de fevereiro de 2010

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"Mudanças
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Tinha sido manicure num cabeleireiro. Depois das grandas mudanças no país, e aproveitando a anterior experiência profissional, era agora uma das funcionárias que amputava os dedos aos criminosos."
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O Senhor Brecht, Gonçalo M. Tavares
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8 de dezembro de 2009

ouvia na biblioteca quente Carla Bruni. A Professora Florbela perguntava-me por quem suspirava eu, no meu canto, a espreitar lá para fora, a espreitar para além das grades azuis que sempre senti prenderem-me.
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e chego a este ponto e percebo que as minhas amarras sempre fui eu, fui e ainda sou eu.

L'Excessive.

somos excessivas.

Excessivamente.

e sentes todo o mundo à tua volta a girar e só te ris, gargalhadas bem altas que todos fingem não ouvir porque sabem o que te diverte e têm vergonha.

tenhamos vergonha de todo o excessivamente vazio que todos preenchemos com coisas excessivamente ocas, não têm volume, não têm forma, nem cheiro nem cor nem sabor

vês

nada

o excessivamente nada.

gargalhadas audíveis para além das quatro paredes do mundo que perfuram os tímpanos de todos os excessivamente ocupados com o nada e que te ignoram porque lá no fundo

lá bem no fundo

sabem que são tão mas tão excessivamente nada nada nada nada

e mostram-se e berram-se ao mundo para se convencerem do contrário.

e nós divertimo-nos.


Voltámos. L'Excessive, Je suis excessive.

12 de agosto de 2009

Nota Quatro-última

Esta nossa Estação de Comboios mudará de cidade.
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Para mais informações contacte através dos comentários, e-mail ou carta.
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e são 16:18 e encerro o meu blog.
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Encontramo-nos em novas paragens e no Purple Elephant.
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8 de agosto de 2009

Nota Três

algo parecido com:
pareces uma maçã.
porquê?
a maçã também está-se sempre a mexer porque quer sair da árvore,estás sempre a sair do teu lugar (consegui?).

e houve ainda a alusão a dois elefantes (um com o qual me pareço), a uma girafa, a cobras, a pacotes de açúcar, a um bebé de dois meses que cresce na minha barriga, a uma visita (contornaremos a questão) e a olhos nas bochechas (quatro portanto. seis, pois mostrei-lhe o terceiro par, apesar de apenas ter visto um fiozinho verde como o outro via (quando permitia que só ele me olhasse nos olhos (e ainda ontem falei de ti e do teu intelecto e lembrei-me constrangida da nossa serventia (conversávamos outro dia sobre o morrer e o arrependimento e contei as desculpas que tenho ainda que pedir. um dia roubo coragem a alguém e bato-te à porta)))).

mais tarde a cancro.

e a cancro.

e a cancro.

e a cancro.

o da senhora de olhos azuis, o da mãe da amiga (que é afinal prima), o do desconhecido que se ofereceu para ajudar o suposto louco que acabou por lhe contar a vida e por lhe transferir não se sabe bem o quê (espiritual, pareceu-me) que segundo o louco o matou, a ele e ao empregado, e o da mãe (falas agora no Setembro

Há um Setembro.
Houve um Dezembro. Houve um Janeiro. Houve todas umas semanas até Julho. Houve Julho. Há todos uns dias até Setembro.

E há umas flores todos os meses e há um ritual todas a noites.)

6 de agosto de 2009

Nota Dois

mas ainda assim continuamos os mesmos.

(e ainda os mesmos ponteiros do relógio do sexto andar)
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5 de agosto de 2009

Nota Um

comer um Sundae sozinha não é bom.
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21 de julho de 2009

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Patrick Watson - Slip into your skin

(17:26
amanhã partimos)
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20 de julho de 2009

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a finalizar a conversa sobre os meus distúrbios obsessivos concluídos hereditários, I Want You To Want Me de Cheap Trick.
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(e passaram oito anos. e tanto ficou por fazer.

resta a rua com o estojo no chão e as minhas futuras crianças)
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16 de julho de 2009

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parece-me que há uma chave na fechadura errada.
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