21 de julho de 2008

acabei de ver o "Perto demais".
Não me apetece dormir (estranho acento o til). Vou para o sofá entreter o espírito vazio com mais um qualquer programa da treta.

passo agora a vida no fórum. não sei se por necessidade de falar com alguém se por movida por aquela ânsia inesgotável de ver comentários sobre a tal medicina (espero que não me traia).

2:12. já não seguro os olhos (realmente estranho o til), mas não me apetece dormir. quero escrever e deparo-me com um silêncio interior (e exterior (ja sintonizei na radar))
(falando na radar, nas minhas muitas fantasias sobre um futuro outubro, imagino-me em lisboa. depois no porto. depois coimbra.)

o relógio do miguel marca 3h:32 (15h:32? preferível a primeira).

Fiz hoje um bolo de laranja. acho que tinha pouco açúcar (bonita a sequência de letras da palavra. como em papoila. quando ia há umas semanas nadar um pouco, passava sempre por um local com algumas papoilas. com aquela ingenuidade (que ingenuidade?) típica minha admirava-as. numa dessas vezes reparei que as joaninhas, pelo menos as muitas que vi, tinham todas 6 bolinhas pretas, todas dispostas da mesma forma. e olhei o céu que muitas vezes olho e imaginei-o roxo, um roxo mais bonito que o habitual azul.
e numa outra vez pensei se às árvores acontecesse também uma alteração de cor devido à mudança de temperatura. biologicamente impossível penso eu. portanto em dias frios teriam as folhas pintadas de...azul? e em dias mais quentes, vermelho?).


tenho que ver o Gato Preto Gato Branco.

19 de julho de 2008

tenho pena de não ter o dom da escrita. Estou tão vazia e sozinha agora, e não o conseguir transmitir entristece-me mais.
sinto-me isolada (mas um isolamento que quero, a que me obrigo), incompatível, incompleta, desajustada, com os pensamentos trocados. uma imensa tristeza afoga-me por dentro. começo a sentir o coraçao a bater mais forte, mais rapido e dou por mim a chorar à frente do monitor para cima do teclado.
preciso de escapulir-me destas pessoas que me vaziam, preciso de gritar bem alto a falta que tenho de nao sei bem o que, preciso que me oiçam, preciso que me digam, que me mostrem que a encontrei.
quero que o tempo corra, que fuja.
quero hibernar.
quero acordar quando que me acordares e não antes.

9 de junho de 2008

Sei num momento que estás do outro lado
(e que vais dizer o que quero ouvir)

mas percebo depois que não estás.

Estás onde não devias: estás onde não és meu
(estás onde não dizes o que quero ouvir).

E se estás onde te quero, desconfio então que não és meu.
A tua incerteza dá-me a certeza que não o és.

E penso que não é incerteza, estás só à espera que diga o que queres ouvir.
Fica então a culpa minha.

29 de março de 2008

por em tempos me ter traído
afundo-me agora

não, não me afundo.

tentando ser diferente torno-me demasiado igual.

(as singularidades existem, ms não passam de curvas um pouco mais fechadas)

13 de março de 2008

deitada numa cama, viajo para encontros de tempos anteriores
para momentos certos
momentos tidos como certos em futuros próximos e em futuros desejados num tempo longe.

Capaz ainda de olhá-los agora com os sentidos perdidos.
Capaz ainda de pensá-los sem me afundar.
Capaz ainda de imaginá-los no sussurado prometido.

((no local teu, na atmosfera escura que escolheste, não totalmente apagada, sentes a chuva a bater no chão. O baloiço que imaginas atira-te mais alto; o vento molhado atravessa-te.))

19 de janeiro de 2008

percorre
e volta
vai
e volta
vem
e volta
traz
e volta
foge
e volta
some-se
e volta
esconde-se
e volta
volta.

25 de dezembro de 2007

balada que te dou

"Ela(e) diz que eu fui um caso muito sério,
mas eu só sei que há algo nisso de anormal.
Havia um tempo, um olhar, um sorrir, um começo,
mas agora, tudo perdeu o seu brilho.

Na minha vida só houve um abraço como o teu,
um sonho, um livro, uma aventura sem igual.
Linda, é linda, esta balada que te dou. Linda, é linda, esta balada que
te dou.

Podem até pensar que eu sou um pouco triste, mas não há nenhum
mal em ser assim.
Pois tudo fica, mesmo quando se acaba:Um romance, uma paixão ou
um caminho.
Na minha vida só houve um abraço como o teu,
um sonho, um livro, uma aventura sem igual.
Linda, é linda, esta balada que te dou. Linda, é linda, esta balada que
te dou.

Quis escrever a mais bela canção que há no mundo, olhando para trás
pr'a nos ver.
Foi quando ouvi uma voz cantando baixinho,
esta balada que vinha de longe.
Na minha vida só houve um abraço como o teu,
um sonho, um livro, uma aventura sem igual.
Linda, é linda, esta balada que te dou. Linda, é linda, esta balada que
te dou".

23 de setembro de 2007

salmao:druuu druuu

algo do genero:
o cavalo faz himmm himmm
a coruja faz úúúú úúúú
mas o salmao so pode fazer
druuu druuuu (colocar os labios assim 0 e abaná-los com a língua)

21 de setembro de 2007

_____

e tudo assustador

19 de setembro de 2007

Ayo: "down on my knees (acoustic)"
primeira aula.horrível
o desprezo é tão horrível
coisa feia os ciúmes
são?são.
coisa feia a indiferença.é
com razão.talvez

perdida ou desamparada ou incompleta ou desajustada

quero não ser

gritar
bem alto
de forma que ninguém oiça
gritar para fora, arrancar o que está dentro
mas baixinho. ninguém tem que saber

limpar tudo
não deixar nada.
coisas que consomem
começam lá no fundo
silenciosas (ninguém sabe)
e crescem
do fundo vão crescendo
até lá acima (ninguém quer saber)
vão saindo, deslizam, desfazem-se e refazem-se
envolvem. coisas que cresceram
e agora
apertam, mas devagarinho
silenciosamente
devagarinho ate sufocar
sufoca. não larga
aperta mais e mais...

consumida

30 de agosto de 2007

"climbing up the walls"-radiohead
arrepios que me percorrem
ideias que não me largam
pensamentos involuntários
outros já treinados
gostos (ela) que já não o são
algo novo (ele) que passa a ser
um gosto
quadros pintados cedos de mais. rasgados ou guardados lá no fundo ou não tão longe, por mãos,tão sujas. (mãos tuas ou do caos?por ele não, ele não é sujo.dizem que não é)
cordas puxam, quebram;cordas rompem-se.soluçam. cordas remendam, levantam, alguns grunhidos, compõem-se. erguidas:cordas puxam, quebram,rompem. no chão: não levantam, não juntam os fios, grunhidos. no chão.